Nvidia contratou os fundadores da Groq. Reguladores agora exigem os detalhes.

Nvidia divulgou US$ 17 bilhões de contraprestação em um acordo que deixou a Groq independente. Apuração recém-revelada questiona se a estrutura de licenciamento evitou uma análise de concentração.

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Vincent JiangVincent Jiang · 2 min read
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Jensen Huang em conversa com Howard Lutnick no G20 Innovation Ministerial
Huang com Howard Lutnick no G20 Innovation Ministerial, 2 de setembro de 2026. A fotografia é de uma reportagem separada sobre política de IA e não retrata a transação. (Crédito: Sean Rayford/Getty Images, via Gizmodo, 2 de setembro de 2026. Autorização pendente.)

Contratação no Natal

Jonathan Ross passou a trabalhar na empresa de Jensen Huang no Natal de 2025. O fundador da Groq — empresa que desafiava a Nvidia no mercado de chips — tornou-se funcionário da Nvidia.3

Nos dias 9 e 10 de setembro, reportagens revelaram que o Departamento de Justiça dos EUA havia instaurado apuração, incluindo uma exigência formal de informações. A investigação já tinha meses.1,2

US$ 17 bilhões, sem ações

O relatório anual da Nvidia descreve US$ 13 bilhões pagos no fechamento e US$ 4 bilhões diferidos, incluindo juros imputados. O documento afirma que não foram adquiridas ações, contratos com clientes nem produtos existentes.4

São US$ 17 bilhões em contraprestação divulgada, diante de um valor de operação amplamente reportado em US$ 20 bilhões.1,4 As fontes consultadas não explicam a diferença. O que a Nvidia obteve é mais claro: direitos tecnológicos e pessoas capazes de desenvolvê-los.3,4

Independência após a saída

Os senadores Elizabeth Warren e Richard Blumenthal argumentaram em março que a contratação dos principais funcionários da Groq poderia enfraquecer o valor da tecnologia para outros licenciados.5

A alegação não se transformou em conclusão. Direitos não exclusivos por si só não respondem quem detém a capacidade de engenharia para competir. Orientação federal determina que arranjos concebidos para escapar de notificações obrigatórias de concentração podem resultar em penalidades.6

Dinheiro e tecnologia em movimento

Até 26 de julho, a Nvidia havia pago mais US$ 2,944 bilhões referentes à operação com a Groq. Somados ao caixa do fechamento, os pagamentos divulgados chegaram a cerca de US$ 15,9 bilhões antes de a investigação do Departamento de Justiça se tornar pública.4,7

Gráfico de barras dos pagamentos divulgados pela Nvidia referentes à Groq: US$ 13 bilhões no fechamento em dezembro de 2025, elevando-se para aproximadamente US$ 15,9 bilhões até 26 de julho de 2026.
Pagamentos acumulados com base no relatório anual da Nvidia de 25 de fevereiro e no balanço trimestral de 26 de agosto. O valor do fechamento está arredondado. Trata-se de cronograma de pagamentos, não do início da apuração regulatória.

Em março, a Nvidia também já havia apresentado produtos com chips da Groq.8 Para clientes que avaliam a dependência de fornecedores, a questão é se isso amplia suas opções.

Rivais veem oportunidade

A Nvidia afirma que a operação recompensa empreendedores e beneficia consumidores; a investigação pode se encerrar sem medidas.1 A Groq captou depois US$ 350 milhões para sua virada em direção à nuvem.9

Sandra Rivera, da Vsora, e Rodrigo Liang, da SambaNova, viram a transação como validação para arquiteturas de chips alternativas.10 Esses concorrentes têm negócios a promover, mas o argumento é relevante: uma saída lucrativa pode estimular o próximo desafiante.

Acompanhe o próximo chip

Fique atento a se os investigadores contestarão a estrutura da operação e se os desenvolvedores rivais de chips transformarão essa validação em produtos que os clientes possam escolher. Um desfecho regulatório e um desfecho competitivo são provas distintas.

Competição exige engenheiros rivais entregando chips rivais.

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Every one of 10 load-bearing claims was checked against primary sources, with 31 live data feeds reconciling the figures and charts.

  1. 1Bloomberg News on DOJ scrutiny of the Groq arrangement, Sep 10 2026 (reporting from people familiar with the inquiry, with Nvidia's response; read in full through Moneycontrol syndication, which counts as the same source).
  2. 2The New York Times on the investigation and information demand, Sep 9 2026 (original reporting from two knowledgeable people; the disclosure of scrutiny is new, the opening of the inquiry is not. No finding of wrongdoing reported).
  3. 3EE Times on Ross's account of the collaboration and transfer, Mar 24 2026 (directly attributed participant account; its commercial claims are not independently tested).
  4. 4Nvidia Form 10-K, Note 2: Groq, filed Feb 25 2026 for the year ended Jan 25 (primary audited statements: $17B is $13B paid at closing plus $4B deferred inclusive of imputed interest; no reconciliation to the reported $20B was found).
  5. 5Office of Senator Elizabeth Warren, announcement Mar 23 2026 on a letter dated Mar 19 (primary record of the lawmakers' allegations, not proof of reduced competition or unlawful conduct).
  6. 6Federal Trade Commission guidance on avoidance arrangements, Nov 14 2019 (primary agency explanation of Rule 801.90; historical guidance, not a ruling on Nvidia).
  7. 7Nvidia Form 10-Q, filed Aug 26 2026 for the six months ended Jul 26 (primary unaudited interim financials: $2.944B additional Groq payment. The approximately $15.9B cumulative total is editorial arithmetic on source 4's rounded closing amount).
  8. 8Reuters on Groq-based products shown at Nvidia's conference, Mar 17 2026 (independent conference reporting and an independent $17B deal reference; the story's separate China product plan is not adopted here).
  9. 9TechCrunch on Groq's $350M financing, Aug 17 2026 (company-claimed financing reported independently).
  10. 10EE Times interviews with competing chip executives, Mar 9 2026 (attributed commercial opinions from interested parties, not proof of future competition).
03Reviewed & edited2 human editors

2 editors read the draft against the evidence, tuned the framing, and signed off before it shipped.

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