AeroVironment cai 43% apesar de carteira de pedidos recorde de US$ 1,5 bilhão e contrato de laser de US$ 464,8 milhões com o Exército
AVAV fechou em 7 de outubro a US$ 138,45, queda de 43% no ano, com valor de mercado de US$ 7,16 bilhões — pouco acima da mínima de US$ 135,20 atingida nesta semana. Demonstrativos retificados, uma fragilidade relevante nos controles internos revelada e um contrato de US$ 1,7 bilhão com a Força Espacial rescindido pesam mais do que a carteira de pedidos recorde: o papel é precificado pela confiança, não pela demanda.
Vincent Jiang · 3 min read
Silêncio na assessoria, barulho no pregão
A assessoria de imprensa da AeroVironment−0.98% — AeroVironment, down 0.98 percent today não publica nada desde o comunicado de resultados de 9 de setembro 1. Já a ação não ficou calada. AVAV tocou nesta semana a mínima de 52 semanas, de US$ 135,20, e fechou em 7 de outubro a US$ 138,45 — queda de 43% no ano e de dois terços em relação à máxima de US$ 417,86 —, com valor de mercado de US$ 7,16 bilhões 2. A questão não é se a empresa está ganhando contratos. É se alguém acredita nos documentos que ela entrega à SEC.
O livro da demanda
Desde 20 de agosto, os anúncios se acumulam: um empreendimento industrial na Grécia via AV Eagle, um campus de US$ 100 milhões no sul da Califórnia, um pedido de US$ 51 milhões do Exército por munições vagantes (loitering munitions) Switchblade 600, três helicópteros autônomos para a missão SkyFall da NASA em Marte e o primeiro pedido internacional de sistemas LOCUST 1. O anúncio central veio em 2 de setembro: US$ 464,8 milhões do Exército para colocar em campo dezenas de lasers LOCUST X3 de 30 quilowatts em veículos JLTV — o que a AV chama de primeiro contrato de produção dos EUA para energia direcionada 3.

O primeiro trimestre fiscal, encerrado em 1º de agosto, registrou receita recorde de US$ 480,5 milhões, alta de 6%, com carteira de pedidos financiada recorde de US$ 1,5 bilhão, alta de 37% 4. O trimestre contabilizou US$ 0,7 bilhão em pedidos, um book-to-bill de 1,4 45.
A receita trimestral deu um salto em meados de 2025 e, desde então, oscila entre US$ 408 milhões e US$ 642 milhões
Data
| Receita | |
|---|---|
| T3 '23 | $180.82M |
| T4 '23 | $186.58M |
| T1 '24 | $196.98M |
| T2 '24 | $189.48M |
| T3 '24 | $188.46M |
| T4 '24 | $167.64M |
| T1 '25 | $275.05M |
| T2 '25 | $454.68M |
| T3 '25 | $472.51M |
| T4 '25 | $408.05M |
| T1 '26 | $641.62M |
| T2 '26 | $480.49M |
O livro da confiança
O outro livro pertence à SEC. Um documento protocolado na SEC em 22 de junho retificou o trimestre encerrado em 31 de janeiro: o prejuízo operacional foi subestimado em US$ 89,4 milhões e o líquido, em US$ 87,3 milhões. O motivo: o cálculo da perda de valor do goodwill na unidade espacial omitiu o goodwill alocado a partir de impostos diferidos advindos de aquisições 6. O gatilho foi a rescisão por conveniência, pela Força Espacial, do contrato de antenas SCAR, estimado em US$ 1,7 bilhão 7. O mesmo documento revelou uma fragilidade relevante recém-identificada nos controles internos, e ações coletivas de investidores passaram a mirar o que os executivos disseram sobre o programa 68.
O ano fiscal de 2026 fechou com prejuízo líquido de US$ 265 milhões, pressionado por US$ 241 milhões de perda de valor no goodwill 4. A governança passou por turbulência: os dois conselheiros que haviam entrado como indicados do Arlington Capital renunciaram em 17 de junho, e Stephen Page, membro do comitê de auditoria, aposentou-se ao fim do mandato, em setembro; nenhum dos documentos registra divergência 69.
A defesa: os livros limpos caíram mais
A Kratos caiu 45% no ano, sem retificação e sem processos 2. A Red Cat recuou 23% 2. O ETF de drones JEDI opera em alta de 0,9%, enquanto o SPY avançou 14% 2.
Livros limpos caíram mais: o deságio dos drones vai além de uma retificação
Data
| Variação no ano | |
|---|---|
| Kratos | -45% |
| AeroVironment | -43% |
| Red Cat | -23% |
| ETF de drones JEDI | 0.9% |
| SPY | 14% |
O deságio é setorial, e só a AVAV soma a isso ações judiciais e uma fragilidade relevante em aberto. Nenhuma fonte decompõe o desconto entre o dano setorial e o dano da própria companhia; os dois livros estão sendo descontados ao mesmo tempo.
À espera do veredito
Três datas vão precificar o hiato: as propostas técnicas do SCAR (white papers), com prazo em 15 de outubro, o balanço do segundo trimestre fiscal no início de dezembro e as contratações para instalação de protótipos previstas para o início de 2027 10. A AV diz que voltará a disputar o SCAR com uma antena BADGER redesenhada, em bases comerciais 10. O balanço do segundo trimestre do ano passado saiu em 9 de dezembro 11. Entre elas correm as provas mais lentas: a resolução das ações coletivas de investidores, a correção dos controles internos e as entregas do LOCUST, que convertem em receita a contratação de US$ 464,8 milhões. A carteira de pedidos se mede em dólares. O desconto se mede em credibilidade.
Deepdive
AI-generated from this story and its cited sources. Not investment advice.



