OpenEvidence dá IA de graça a médicos; disputa judicial mostra o preço do grátis
A Penn Medicine entrega à OpenEvidence 10 mil profissionais sem custo algum, e uma rodada discreta avaliou em US$ 15 bilhões a ferramenta financiada por anúncios — abaixo dos US$ 20 bilhões que a empresa teria buscado. O pedido de arquivamento feito pela Doximity é a mesma disputa em outro foro: quem paga, de fato, pela IA clínica.
Vincent Jiang · 3 min read
Duas manchetes, um modelo de negócio
A Penn Medicine está levando a IA de apoio à decisão clínica da OpenEvidence a mais de 10 mil profissionais de saúde de sua rede de sete hospitais, sem custo algum, e estende o trabalho por meio da parceria de 25 anos que mantém em Botsuana 1610. No mesmo período de setembro, uma rodada de US$ 250 milhões liderada pela Andreessen Horowitz e pela Byers Capital avaliou a empresa em US$ 15 bilhões, valor confirmado pelo fundador em 28 de setembro 345. A outra manchete da semana foi uma petição judicial: a Doximity pediu o arquivamento integral da ação movida pela OpenEvidence 2.
Redes de saúde não pagam nada; a farmacêutica banca a tela
Nenhum hospital emite cheque por isso. O OpenEvidence é gratuito para profissionais verificados e se monetiza com publicidade farmacêutica: a rede de saúde não compra nada, e é o dólar da indústria que financia a tela 3811. A empresa afirma que mais de 40% dos médicos dos EUA já usam a ferramenta todos os dias 7.
A Doximity, ao contrário, vende a própria versão. O Doximity Scribe chega por contratos corporativos e exige decisões de compra de redes de saúde ou de consultórios 8. Seu trimestre encerrado em 30 de junho de 2026 trouxe receita de US$ 156,6 milhões, alta de 7% sobre um ano antes, e os usuários do Scribe cresceram dez vezes em julho 89.
Tudo indica que os dois campos convergem para a tela do médico, porque os dois monetizam a atenção da indústria farmacêutica no ponto de atendimento: a Doximity canaliza verbas de publicidade do setor até os médicos no momento clínico de maior intenção, e a gestão afirma que sua busca com IA rende mais de dez vezes o que custa computar uma resposta 89.
Vitórias do grátis e derrotas na Justiça, no mesmo livro-caixa
A OpenEvidence é a autora da ação contra a Doximity 2 e disse a um juiz que não cumpriria o discovery, a fase de produção de provas, como noticiou o The Inference em 28 de setembro em "OpenEvidence captou US$ 250 milhões em silêncio e depois disse a um juiz que não cumpriria determinações" 12. O pedido da Doximity faz mais do que pedir o arquivamento da ação: acrescenta detalhes sobre dados do Slack que sumiram e NPIs emprestados 2. Esses detalhes atingem em cheio a porta de entrada da versão grátis, porque a conta gratuita de um profissional de saúde é criada a partir de um NPI, o número de identificação de profissional de saúde nos EUA 11.
O valuation da OpenEvidence seguiu em alta — e parou abaixo dos US$ 20 bilhões que a empresa teria buscado
Data
| Valuation pós-money | |
|---|---|
| fev. 2025 | $1B |
| jul. 2025 | $3.5B |
| out. 2025 | $6B |
| jan. 2026 | $12B |
| set. 2026 | $15B |
Enquanto isso, a expansão da versão grátis não para: depois do Memorial Sloan Kettering — cujo banco de dados oncológico OncoKB a OpenEvidence está incorporando à própria plataforma para médicos de outros lugares —, chegou a vez da Penn Medicine, com seus 10 mil profissionais de saúde 136. A marca discreta de US$ 15 bilhões soa como um preço que embute as duas coisas ao mesmo tempo, a distribuição que se amplia e a exposição na Justiça, e ficou 25% abaixo dos US$ 20 bilhões em torno dos quais a empresa teria explorado uma captação em julho 345.
A aposta em medicamentos e a data que a decide
A leitura benevolente é a de que o fundador Daniel Nadler, que vendeu sua empresa anterior ao S&P Global, está construindo uma vantagem que nenhum rival é capaz de copiar: chegar à maioria dos médicos dos EUA torna mais fácil recrutar o punhado de pacientes de que precisa um ensaio de câncer raro 311. O primeiro candidato a medicamento da OpenEvidence deve entrar em ensaios clínicos antes do fim do ano, com outros três a cinco na sequência 3.
A leitura mais dura, que já circula, é a de que a busca clínica financiada por publicidade vinha batendo num teto — e o desenvolvimento de medicamentos dava uma história melhor para vender 3. O primeiro ensaio, e a decisão sobre o pedido de arquivamento da Doximity, vão dizer qual das duas se confirma.
Deepdive
AI-generated from this story and its cited sources. Not investment advice.



