Qualcomm x Arm: o júri volta terça-feira, mas a decisão de US$ 1,5 bilhão em royalties está nas mãos da juíza
Os jurados da ação da Qualcomm contra a Arm por quebra de contrato deliberaram quatro horas na sexta-feira, sem chegar a um veredito, e voltam a se reunir na terça-feira, 13 de outubro. O prêmio maior — uma trégua de cinco anos nos royalties, avaliada em cerca de US$ 1,5 bilhão — depende de uma decisão que a juíza Maryellen Noreika ainda não proferiu; a Arm divulga os resultados do segundo trimestre fiscal em 4 de novembro, três semanas depois do retorno do júri.
Vincent Jiang · 3 min read
O júri de Delaware deliberou por cerca de quatro horas na sexta-feira, sem chegar a um veredito na ação movida pela Qualcomm−0.35% — Qualcomm, down 0.35 percent today contra a Arm−3.40% — Arm, down 3.40 percent today por quebra de contrato, e volta a se reunir na terça-feira, 13 de outubro. 1 A Qualcomm alega que a Arm reteve correções de software e ferramentas de projeto, cobrou fora de uma cláusula destinada a manter a Qualcomm em até 10% do menor preço da Arm e vazou para a imprensa uma carta de 2024 sobre a quebra do contrato — um vazamento que a empresa estima em US$ 170 milhões em negócios perdidos com a Meta−0.41% — Meta, down 0.41 percent today. 12
Uma trégua de cinco anos, não um veredito
O remédio jurídico pesa mais do que o veredito. Antes do julgamento, a Qualcomm pediu à juíza Maryellen Noreika que declarasse que a quebra do contrato suspende por cinco anos os pagamentos de royalties da Qualcomm à Arm; ela ainda não se manifestou, e a Arm considera a penalidade inexequível. 1 Analistas estimam esses royalties em cerca de US$ 300 milhões por ano, o que faz da cláusula uma alavanca de US$ 1,5 bilhão. 2
A dependência é de mão única. A Qualcomm pagou à Arm cerca de US$ 443 milhões, taxas de licenciamento incluídas, no ano fiscal encerrado em 31 de março — o equivalente a 9% da receita de US$ 4,92 bilhões da Arm e a quase metade do lucro operacional de US$ 908 milhões; o mesmo pagamento representa cerca de 4% dos US$ 10,43 bilhões da Qualcomm. 3
O trimestre de junho mostra a exposição
A Arm registrou US$ 1,29 bilhão de receita no trimestre encerrado em 30 de junho, alta de 22%: US$ 715 milhões em royalties e US$ 574 milhões em licenciamento, dos quais US$ 193 milhões pagos pela SoftBank, controladora da Arm, que deve continuar desembolsando cerca de US$ 200 milhões por trimestre. 425
As duas metades do negócio sofreram um baque neste mês. A OpenAI$1.18T — OpenAI, private, latest valuation $1.18T, contratada para o novo processador de data centers de AGI (inteligência artificial geral) da Arm em um pedido cujo tamanho não foi divulgado, teria receita anualizada perto de US$ 50 bilhões, e não os cerca de US$ 70 bilhões pressupostos, porque o número anterior contabilizava a receita bruta de parceiros. 56
Royalties responderam por 55% da receita da Arm no trimestre de junho, e a SoftBank, por um terço do licenciamento
- Royalties$715M55.4%A linha da qual a Qualcomm quer uma trégua
- Outros licenciamentos (est.: US$ 574 mi menos US$ 193 mi)$381M29.6%
- Licenciamento da SoftBank$193M15%
Data
| Part | Receita do trimestre de junho de 2026 | Share |
|---|---|---|
| Royalties | $715M | 55.4% |
| Outros licenciamentos (est.: US$ 574 mi menos US$ 193 mi) | $381M | 29.6% |
| Licenciamento da SoftBank | $193M | 15% |
A receita da Arm dobrou em dois anos, mas o lucro operacional oscila de trimestre em trimestre
- Receita
- Lucro operacional
Data
| Receita | Lucro operacional | |
|---|---|---|
| 1º tri '24 | $0.93B | $0.02B |
| 2º tri '24 | $0.94B | $0.18B |
| 3º tri '24 | $0.84B | $0.06B |
| 4º tri '24 | $0.98B | $0.18B |
| 1º tri '25 | $1.24B | $0.41B |
| 2º tri '25 | $1.05B | $0.11B |
| 3º tri '25 | $1.14B | $0.16B |
| 4º tri '25 | $1.24B | $0.19B |
| 1º tri '26 | $1.49B | $0.44B |
| 2º tri '26 | $1.29B | $0.09B |
É a licença de 2033 que está sendo precificada
A licença de arquitetura da Qualcomm vale até 2033, e a briga por trás da ação é quanto ela pagará pelo que vier depois. 1 Cristiano Amon afirmou em depoimento que o salto de royalties proposto pela Arm na virada da v9 para a v10 representa um aumento de 1.800%, e que um teto de US$ 1,88 por chip, previsto em 2013 para processadores com pelo menos cinco núcleos, hoje recai sobre projetos de servidores com 288 núcleos. 23
O advogado da Arm disse aos jurados que a Qualcomm "não sofreu dano algum" e atribuiu a perda do valor do negócio à guinada da própria Meta para os óculos de IA. 12 A juíza ainda não proferiu a decisão sobre a boa-fé no julgamento sem júri que correu em paralelo ao processo do júri, e a FTC abriu em maio uma investigação sobre o licenciamento. 12
A janela vai até 4 de novembro
A Arm chega a essa data em queda: US$ 275,29 em 8 de outubro, queda de 6,48% depois que a recontagem da receita da OpenAI atingiu as ações de chips, e mais um recuo de cerca de 3% na sexta-feira, enquanto o Nasdaq subia. O papel negocia perto de 300 vezes o lucro. 578 A Eliyan, startup de chiplets avaliada em US$ 1 bilhão em julho, tem atraído interesse de aquisição; a Arm já havia mantido conversas preliminares com a empresa para comprá-la e investiu US$ 5 milhões, sem apresentar oferta formal. 9 O segundo trimestre fiscal chega em 4 de novembro, com o consenso do mercado projetando US$ 1,38 bilhão de receita. 7
Quanto vale cada decisão
Um veredito de quebra de contrato, somado a uma trégua nos royalties posta em prática, tira cerca de US$ 300 milhões por ano da linha de royalties da Arm, ante US$ 908 milhões de lucro operacional no último ano fiscal. Um veredito sem quebra adia a disputa para a renovação de 2033. 23 Das duas questões, a cláusula é a que os acionistas da Arm devem acompanhar. 3 A quebra, sozinha, dá à Qualcomm um pedido de indenização; a cláusula dá cinco anos sem a fatura de royalties. A janela para se posicionar fecha na terça-feira, quando o júri retorna. 1
Deepdive
AI-generated from this story and its cited sources. Not investment advice.



