RS Technologies abandona as câmeras automotivas pelos wafers de IA e contabiliza perda ainda não dimensionada; resultados chegam em 12 de novembro
A RS Technologies vai dissolver a planta de Huizhou herdada da Sony, cancelar sua entrada no mercado de módulos de câmera automotiva e contabilizar uma perda extraordinária que ainda não dimensionou. Os recursos vão para os negócios de wafers prime movidos pela demanda por chips de IA.
Richard Tang · 3 min read
A RS Technologies−6.31% — RS Technologies, down 6.31 percent today concluiu que seu plano de entrar no mercado de câmeras para carros na China não alcança os retornos que exige — e, desde a deliberação, o mercado passou os dias seguintes reprecificando a companhia 1. Em 9 de outubro, o conselho da recuperadora de wafers listada em Tóquio, que também fabrica wafers prime (lâminas de silício virgens), resolveu dissolver a RS Precision Devices (Huizhou), ou RSPDH — a planta assumida da Sony+2.64% — Sony, up 2.64 percent today em dezembro de 2024 — e cancelar a entrada no negócio de módulos de câmera montada em torno dela 1.
As ações fecharam a ¥6.120 no dia da deliberação e a ¥5.170 em 20 de outubro, cerca de 15% abaixo 34. Fechar a unidade é a decisão certa — e não porque ela dê prejuízo.
Uma unidade lucrativa será fechada mesmo assim
A RSPDH seguia fabricando módulos de leitura óptica — os conjuntos a laser que leem os discos — num mercado que a própria RS descreve como em contração, e viria a ser a base para os módulos de câmera dos carros chineses 1.
A RS passou 2025 negociando a compra da fabricante de óptica Jiangxi Shinetech Precision Optical por meio de uma subscrição de ações novas, encerrou as conversas em 24 de julho e examinou vários outros alvos — nenhum atendeu aos seus critérios de investimento 1. Depois de cerca de dois anos de avaliação, concluiu que a concorrência era mais acirrada, que os preços estavam piores do que os modelos indicavam e que a rentabilidade que buscava no médio prazo era inalcançável 1.
A unidade em dissolução segue dando lucro. Ela registrou ¥15,2 bilhões em receita líquida 2. O lucro ordinário (ordinary income) somou ¥1,3 bilhão, e o lucro líquido, ¥850 milhões 2. O que a RS fecha é um negócio cujo lucro se apoia num mercado de discos que só encolhe, com o crescimento das câmeras — que o substituiria — agora abandonado 1.
A unidade de Huizhou gerou ¥15,2 bilhões em receitas e ¥850 milhões em lucro
Data
| Value | |
|---|---|
| Receita líquida | ¥15,200M |
| Lucro ordinário | ¥1,300M |
| Lucro líquido | ¥850M |
Agora, o capital segue a cadeia dos wafers
Os chips de IA são cortados de wafers de silício, e a RS passou 2026 comprando mais elos da cadeia que converte essa demanda em receita 4. Em setembro, a companhia deliberou levar a GRITEK ao controle integral, sua subsidiária de wafers prime listada em Xangai, junto com a aquisição de participações relevantes em duas empresas de materiais para wafers da Shandong Yuken, com conclusão prevista para 2027 4. A operação será financiada com emissão de ações novas: os acionistas atuais bancam a expansão por diluição, e não com caixa 4.
Os demais movimentos do ano apontam na mesma direção: em julho, uma participação de 60% na Anhui Jinglong Semiconductor; em março, o anúncio de uma fábrica de wafers prime na Mongólia Interior 3. No primeiro semestre, o lucro ordinário subiu 26%, acima do ritmo das vendas 4. A demanda de IA chega à RS apenas na velocidade em que a companhia consegue entregar wafers — e é de capacidade que essas aquisições tratam.
A baixa contábil ainda não tem número
Os acionistas carregam uma perda extraordinária ainda sem valor estimado 2. As operações param no fim de dezembro, a liquidação se conclui em maio de 2027, e os resultados do terceiro trimestre, em 12 de novembro, dão a primeira oportunidade de dimensioná-la 23. A queda veio atingir ações que, no dia da deliberação, acumulavam valorização de 62% no ano 3.
O tamanho dessa queda sugere que os investidores estão cobrando pelos anos perdidos e pela baixa ainda não dimensionada, e não pela reorientação em si: os resultados da operação de wafers foram fortes no primeiro semestre, e a notícia desde a deliberação é a saída do negócio e a perda que ela deflagra 4.
A reorientação está certa: cada modelo treinado e cada data center construído puxa a demanda pela cadeia até o silício purificado, e a RS hoje ocupa mais elos dela. Os acionistas pagam nas duas pontas — baixa contábil na saída, ações novas na entrada. Se a demanda de IA absorverá a nova capacidade é a projeção que segue de pé; a saída é fato, e o preço dela chega em 12 de novembro.
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