Technoprobe projeta receita quase 70% maior em 2026 sem dívida bancária; Teradyne detém 10% da empresa
A monopolista italiana das placas de sondas (probe cards) usadas no teste de wafers para Nvidia e TSMC revisou suas projeções para cima duas vezes e diz que sobrevive mesmo a um crash — no mesmo dia em que sua acionista de 10%, a Teradyne, divulgou um trimestre recorde movido a IA e projetou estabilidade.
Vincent Jiang · 3 min read
Stefano Felici dirige a empresa pela qual todo chip de IA precisa passar antes de chegar ao mercado. A Technoprobe+3.36% — Technoprobe, up 3.36 percent today, sua empresa, foi fundada em 1993 em uma garagem na região de Lecco, na Itália, e fabrica as placas de sondas usadas no teste de wafers para Nvidia−0.14% — Nvidia, down 0.14 percent today, Intel−0.38% — Intel, down 0.38 percent today, Apple−0.59% — Apple, down 0.59 percent today, Samsung e, sobretudo, TSMC+0.44% — TSMC, up 0.44 percent today 1. Em entrevista publicada em 27 de outubro, o CEO estimou sua própria fatia de mercado em uma média de 60% a 70% e afirmou que o grupo está "pronto para enfrentar até o estouro da bolha da IA": sem dívida bancária, com todos os investimentos financiados pelo próprio caixa 1.
A confiança se apoia nas projeções de crescimento mais velozes do setor. A Technoprobe espera uma receita de € 1,05 bilhão a € 1,10 bilhão em 2026, alta de quase 70%, com margem EBITDA de 46% a 48% — números revisados para cima duas vezes em um ano 1. Um orçamento de US$ 350 milhões para P&D e capacidade produtiva se estende até o primeiro semestre de 2027 1.
Há também uma aposta geopolítica. Um acordo de US$ 35 milhões na China eleva para 30% a participação de um sócio local na subsidiária DIS — uma tentativa de virar "um fornecedor estratégico" em um país onde a Technoprobe "não era uma prioridade" em meio às tensões comerciais entre Estados Unidos e China 1.
O acionista que testa a própria tese
Eis o porém. A Teradyne−5.21% — Teradyne, down 5.21 percent today, fabricante americana de equipamentos de teste que detém 10% da Technoprobe 1, divulgou em 27 de outubro seu próprio trimestre recorde movido a IA: receita de US$ 1,306 bilhão, alta de 70% na comparação anual, com receitas recordes em testes de memória e de sistemas integrados. Mas a projeção para o quarto trimestre, de US$ 1,250 bilhão a US$ 1,350 bilhão, apenas se equilibra em torno do resultado do terceiro — sem repetição do salto 3.
O mesmo comunicado mostra o custo do boom: US$ 336 milhões de caixa absorvidos por estoques e pagamentos antecipados em um único trimestre, contra ampliações modestas de ativos um ano antes 3.
O boom de testes de IA da Teradyne: quatro trimestres de saltos e uma projeção estável para o 4º tri
- Receita da Teradyne
- Estimate
Data
| Receita da Teradyne | |
|---|---|
| 3º tri '25 | 0.77B |
| 4º tri '25 | 1.08B |
| 1º tri '26 | 1.28B |
| 2º tri '26 | 1.33B |
| 4º tri '26 (projeção) (estimate) | 1.3B |
O argumento otimista que o próprio Felici cita
O contrapeso é a demanda — e ela tem data marcada. O mesmo pregão de Milão que colocou a Technoprobe nos holofotes foi movido pelos resultados da SK hynix, que confirmaram volumes de DRAM e HBM praticamente vendidos até 2029, com uma escassez de memória que deve persistir até 2030; na leitura dos analistas da Banca Akros, toda a cadeia de equipamentos de teste sai favorecida 2. A Teradyne, por sua vez, acertou em 12 de outubro investir US$ 300 milhões na FormFactor, a outra líder em placas de sondas — uma consolidação da camada de consumíveis que a própria projeção de estabilidade da companhia questiona discretamente 4.
Felici divide-se entre os dois campos: os anúncios de clientes, da Nvidia à AMD+0.24% — AMD, up 0.24 percent today, são "muito otimistas", mas "é impossível que o mercado cresça para sempre neste ritmo" — e uma pausa seria a chance de intensificar o P&D 1. Os acionistas que compraram na máxima de € 38,10, quando a ação foi promovida ao FTSE MIB, em setembro, já devolveram um terço do preço, com o papel a cerca de € 25; quem compra na queda aposta que o homem sem dívida precificou corretamente a correção 1.
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