Washington empresta US$ 4,2 bilhões à Vistra para melhorias em reatores cuja aprovação só será pedida à NRC em 2029
O secretário de Energia dos EUA Chris Wright anuncia hoje cerca de US$ 4,2 bilhões em financiamento federal para aumentos de potência (uprates) em três usinas do PJM. As obras começam neste mês; o cronograma da NRC (Comissão Reguladora Nuclear dos EUA) prevê o pedido da Vistra para Perry só no terceiro trimestre de 2029 — e a Meta já comprou os megawatts.
Vincent Jiang · 2 min read
O cheque chega a Perry antes da licença
O secretário de Energia Chris Wright está hoje na usina de Perry, da Vistra, às margens do lago Erie, para anunciar cerca de US$ 4,2 bilhões em empréstimos federais para os uprates de Perry, Davis-Besse e Beaver Valley — três das quatro usinas nucleares da companhia 12. As ações subiram 6,2%, a US$ 148,70, no pré-mercado 5. O valor foi apurado junto a uma fonte familiarizada com o assunto; o Departamento de Energia (DOE) e a Vistra não o haviam confirmado até sábado 1.

O dinheiro federal corre na velocidade dos data centers; o licenciamento, não
Um documento do DOE datado de 15 de setembro marca as obras do uprate de Perry para outubro de 2026 — agora —, com uma garantia de empréstimo em análise no Office of Energy Dominance Financing 2. O cronograma divulgado pela NRC prevê o pedido da Vistra para o uprate estendido (extended power uprate) de Perry no terceiro trimestre de 2029 2. E a agência só permite que um reator opere acima da potência licenciada depois de aprovar o pedido 4. O dinheiro federal anda na velocidade dos data centers; o licenciamento nuclear, não.
A Meta já comprou a resposta
A Vistra fechou a equação econômica em janeiro: contratos de 20 anos com a Meta para 2.609 MW nas três usinas, incluindo 433 MW de capacidade de uprate — os maiores uprates bancados por um cliente corporativo nos Estados Unidos —, tudo em operação até 2034 3. Os 200 MW de Perry chegam em 2031 2, e a Vistra afirma que os investimentos atingem ou superam sua meta de retorno alavancado na casa dos 15% 2. Diante do déficit de 6.831 MW que a PJM apontou para o ano de entrega 2028/29 26, o programa mal arranha o problema — e o remendo da própria PJM, uma compra de segurança (backstop procurement) de 6,8 GW, foi parcialmente rejeitado pela FERC em 29 de setembro, adiando o leilão que se abriria nesta semana 6.
Os US$ 4,2 bilhões compram 433 MW diante de um buraco de 6.831 MW
Data
| Value | |
|---|---|
| Déficit da PJM 2028/29 | 6,831 MW |
| Uprates da Vistra vendidos à Meta | 433 MW |
| Adição de Perry (documento do DOE) | 200 MW |
A Talen embolsou a mesma escassez
A Talen, a outra frota nuclear da PJM de olho na demanda dos data centers, monetizou cerca de US$ 1,5 bilhão em receitas de capacidade já aprovadas em leilões da PJM, referentes aos anos de entrega 2027/28 e 2028/29, a SOFR mais 200 pontos-base, junto ao Citi — e gastou o dinheiro em uma recompra acelerada de ações de US$ 1,5 bilhão 7. A Vistra, em vez disso, tomou emprestado o balanço federal para construir 1, depois de estender discretamente, sob um aditivo liderado pelo Citibank, sua própria linha rotativa (revolver) atrelada a commodities até setembro de 2027 8.
Os termos não foram divulgados; as datas, sim
A taxa, o recurso e as condições do empréstimo não foram divulgados 12. As respostas têm data marcada: a janela da NRC no terceiro trimestre de 2029, os trabalhos nas paradas de recarga de 2027, 2029 e 2031 2 e o fechamento da recompra da Talen até o primeiro trimestre de 2027 7.
O dinheiro chega em 2026; a licença é esperada em 2029, os megawatts de Perry em 2031 e os 2.609 MW da Meta até 2034
- de
- até
Data
| de | até | Change | |
|---|---|---|---|
| NRC prevê o pedido de Perry | 2,026 | 2,029 | +0.1% |
| Uprate de 200 MW de Perry em operação | 2,026 | 2,031 | +0.2% |
| 2.609 MW da Meta totalmente em operação | 2,026 | 2,034 | +0.4% |
Deepdive
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