A compra da AES pela BlackRock, de US$ 33,4 bilhões, depende de uma pergunta: pode dinheiro que exige 20% operar uma concessionária de 10%?
Cinco parlamentares inseriram as metas de retorno de 15% a 20% da GIP na análise de interesse público que a FERC faz da compra da AES, de US$ 33,4 bilhões. Indiana e Ohio já escreveram o contraponto: certificado o repasse zero de custos para a carga do Google, determinado o impedimento de diretores ligados a data centers.
Vincent Jiang · 3 min read
A acusação: capital de 20% em um negócio de 10%
Em 28 de setembro de 2026, a senadora Elizabeth Warren e os deputados André Carson, Victoria Spartz, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley pediram à presidente da FERC (Federal Energy Regulatory Commission), Laura Swett, que rejeitasse a venda da AES+0.20% — AES, up 0.20 percent today a um consórcio liderado pela Global Infrastructure Partners (GIP), do grupo BlackRock+1.79% — BlackRock, up 1.79 percent today, e pela EQT 1. Os termos: US$ 15 por ação em dinheiro, US$ 10,7 bilhões de equity, US$ 33,4 bilhões com a dívida incluída — e CalPERS e a Qatar Investment Authority no consórcio 2.
A carta é puro cálculo. A GIP busca, em geral, taxas internas de retorno (TIR) de 15% a 20% — cerca do dobro da mediana histórica de 10% das concessionárias reguladas —, e os parlamentares argumentam que a diferença recai sobre os consumidores de Indiana e Ohio 13. A comparação coloca lado a lado a meta quinquenal da GIP e uma mediana histórica, ambos os números tal como a carta os apresenta 4.
Meta da GIP é cerca do dobro do retorno das concessionárias reguladas
- Estimate
Data
| Value | |
|---|---|
| Concessionárias reguladas, retorno mediano | 10% |
| Meta de TIR da GIP, piso (estimate) | 15% |
| Meta de TIR da GIP, teto (estimate) | 20% |
O comprador é dono da carga
A objeção estrutural é quem está de cada lado do medidor. Segundo a carta, a GIP era dona de 40 data centers quando protocolou o pedido na FERC, em maio — e em julho, ao lado da AI Infrastructure Partnership, da BlackRock, e da MGX, de Abu Dhabi, fechou a compra da Aligned Data Centers por US$ 40 bilhões: mais de 6,4 gigawatts distribuídos por 51 complexos 45.
A carta contabiliza ao menos 20 sites da Aligned nos Estados Unidos, dois deles em Ohio — onde a AES Ohio atende mais de meio milhão de consumidores 46. Os parlamentares chamam o risco de subsídio cruzado: investimento da concessionária que atende data centers afiliados enquanto outros consumidores arcam com parte da conta 1.
Os data centers do comprador afunilam até o quintal da AES Ohio
Data
| Value | |
|---|---|
| Complexos da Aligned no mundo | 51 |
| Sites da Aligned nos EUA | 20 |
| Sites da Aligned em Ohio | 2 |
Ohio já escreveu uma resposta. Ao aprovar a transferência em 17 de setembro, a Public Utilities Commission of Ohio determinou que conselheiros da AES com interesses em data centers se impedissem de tratar de assuntos do setor 6. O Estado não considerou o conflito imaginário; administrou-o.
Indiana certifica o contrário
A AES diz que nenhum custo de aquisição, ágio ou despesa de transação chega aos consumidores de Indiana ou de Ohio, e apresenta o capital dos compradores como dinheiro para a rede elétrica 1. Em 7 de outubro, a Indiana Utility Regulatory Commission aprovou o plano da AES Indiana para o data center de 390 megawatts do Google perto de Monrovia 7. O Google cobre 100% dos custos do atendimento — acima do mínimo de 80% exigido pela lei de Indiana — e paga por um nível mínimo de demanda de 80% mesmo que use menos do que o projetado 78.
A AES estima em US$ 770 milhões, ao longo de 15 anos, a economia para os demais consumidores caso o Google demande toda a carga — cerca de US$ 47 por ano para a residência média, em estimativa da própria companhia 7. O custo integral de atender o Google, incluídos os reforços de transmissão, é calculado pela AES em US$ 1,3 bilhão 7.
As tarifas seguem correndo — e a reconsideração também
A mesma comissão, porém, escreve o outro lado do registro. Em 30 de setembro, ela limitou a reconsideração do aumento de tarifas de junho da AES Indiana a dois temas: o projeto do Google e a compra capitaneada pela BlackRock — e como cada um afeta receitas, alocação de custos, tarifas e custo do capital próprio 9. Os consumidores seguem pagando as tarifas mais altas enquanto a análise corre rumo a uma audiência em 11 de março de 2027, caso não haja acordo antes 9.
Resta uma barreira: a FERC
Acionistas, CFIUS e Ohio já aprovaram a operação; a FERC é a última barreira, com o fechamento previsto para o fim de 2026 ou o início de 2027 12. Em jogo está a metade de concessionárias de uma consolidação de IA e energia bancada pelo Golfo: a GIP integra uma parceria de infraestrutura de US$ 30 bilhões com capital estatal do Golfo e de Cingapura, e a OpenAI$1.18T — OpenAI, private, latest valuation $1.18T negocia com BlackRock e MGX uma captação de até US$ 30 bilhões 10.
Ainda não há estimativa pública de quanto uma condição custaria aos compradores. Compromissos comportamentais — com o selo de impedimentos de Ohio como modelo — preservam o fechamento dentro da previsão e os US$ 15 por ação em dinheiro, e deslocam a disputa para os processos tarifários de Indiana. Condições precedentes — o que tiver de ser feito antes da aprovação, e não apenas prometido depois — empurram o fechamento para além da previsão, e a espera passa a ser o custo de carregar a AES por US$ 15.
É na audiência de 11 de março de 2027, em Indianápolis, que os dois registros finalmente se encontram: de um lado, a aritmética da carta; do outro, a certificação do estado 9.
Deepdive
AI-generated from this story and its cited sources. Not investment advice.



